terça-feira, 5 de maio de 2015

Mamã



A 3 de Maio festejou-se, em Portugal, mais um dia da Mãe.
Já sabemos que, neste dia, todas as mães são as melhores do mundo. Como é óbvio, as pessoas vão aos seus baús, no espacinho mais recôndito, encontrar uma foto com as suas mães para publicarem em tudo quanto é rede social e dizerem que amam as suas mães do fundo do coração.
No dia seguinte, resta o scroll do feed de notícias.
Dois dias depois, as mães já foram substituídas pelas Queimas das Fitas, convívios, festas e coisas usuais das redes sociais. 
É por isso que eu, tendo o problema que tenho com o tempo, usei este dia 3 de Maio para mimar verdadeiramente a minha mãe e, dois dias depois, à meia noite, vir ao blog dizer, mais uma vez, que a amo.
E só o publico aqui porque ela nem sonha que tenho um blog, caso contrário ia ouvir um valente:
"Apaga-me isso da Internet e vê lá se tens cuidado com o que dizes para aí antes que alguém te conheça e vá atrás de ti."

Sabes que te preocupas demasiado, mãe?
Sabes que sofres demasiado sem razão, mãe?
Sabes que amas demasiado, mãe?
Eu sei disso tudo... e sei que és mãe!
Quando for grande e for mãe, quero ser como tu. Pelo menos, quero que os meus filhos me amem com o mesmo amor que te tenho.
Acho que isso já diz muita coisa ;) 




segunda-feira, 4 de maio de 2015

O Primeiro



"Sabes perfeitamente que te amo e que sou louca por ti.
Para além de saberes também o sentes muito bem e ainda o vês nos meus olhos, não é verdade?
És tudo o que eu mais quero neste mundo. 
Desculpa-me se não sou perfeita e se nunca o vou ser, mas garanto-te que só quero fazer-te feliz.
Achas que isto não é amor de verdade?
És o melhor vício de todos.
O "mais bom", o mais giro, o mais gato, o mais perfeito, o melhor namorado do mundo inteiro.
Amo-te violentamente, daquele amor que faz doer o coração, Não imaginas, nem sonhas sequer."


Jurei, durante muito tempo, que namorado meu não havia de ser estudante de Direito, ou empresário, ou fazer o que quer que seja que esteja relacionado com cuidados de saúde, desde médicos a paramédicos a assistentes de primeiros socorros. Essas pessoas têm todas a mania.
Jurei que namorado meu não havia de ter a mania. Não havia ser beto, armado em rico, a gastar rios de dinheiro numa universidade privada onde um ano da licenciatura me pagava o curso inteiro. Essas pessoas são más.
Jurei que namorado meu iria aceitar um não sempre que o dissesse, que não se ia armar em parvo que tem sempre a razão e que não se ia pôr com discursos intermináveis sobre coisas que eu não entendo. Eu ia ser sempre a mais inteligente da relação e a razão seria minha.
Jurei, ainda sobre esse assunto, que não ia voltar a dizer "Amo-te" pelo poder da palavra, que ia ser firme e dura e sempre, sempre politicamente correta. Não ia, de maneira nenhuma, confiar a minha vida de qualquer jeito.

Jurei e menti.

Um mês depois de todas essas juras, descubro-me fraca e és tu quem me faz ser assim. Porque te amo.
E pouco me importa se vais para Angola ou para o Haiti, se vais para o Kosovo ou para a Síria, se és jurista ou advogado e empresário e paramédico ou socorrista e formador e missionário. Pouco me importa que sejas "o betinho da Foz" e que não ouças os meus "cala-te"... pouco me importa, porque te amo.
E achava eu que ia levar as coisas muito, muito devagar?! Como se já não me conhecesse de ginjeira e soubesse que sou do mais impulsivo que existe. Ia levar isto tão devagar que um mês depois já planeamos uma vida em conjunto, um Moisés e uma Mara, uma biblioteca e um ginásio, viagens regulares e um casamento majestoso.
Não sei dizer por que é que te amo. Sei que somos completamente opostos e quanto mais te conheço mais coisas em comum encontro. Tão em comum, que até me deixas sonhar com coisas parvas e, em vez de me mandares calar, sonhas comigo.
Não sei por que é que te amo, mas amo.
Parabéns por me aturares este mês ;)



Podia corrigir os meus olhos, mas dá muito trabalho.

Há Diogos perfeitos!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Se é o dia mundial do sorriso...



... ou dia-qualquer-coisa-do-sorriso, que eu acho que devia ser todos os dias, pronto, fica aqui o meu testemunho para este dia:




"Sorrir é o melhor remédio" - Sim, senhor!

Chá



Não é novidade para ninguém que eu sou adepta de chá. 
Ultimamente só tenho bebido chá de tília, porque bebo chá à noite e é o único chá que não influencia o efeito da pílula. Quando for grande, quero ter uma "biblioteca" de chás, de todo o tipo, de todo o lado, de todos os sabores, de todas as formas. Adoro chá.
Hoje, do nada, lembrei-me de cantar aquelas musiquinhas que cantamos quando somos crianças e adivinhem!! Já tinha uma música que envolvia chá:

"Ó mamã, dá-me chá,
Para mim e para o papá.
Se o papá não quiser
Dá-me a mim com uma colher."

Tenho a sensação de que a música continuava, mas já não me lembro do resto.

"Dá-me chá que a vida é nada" - é isso!



http://drnatiris.pt/wp-content/uploads/2014/01/cha-1.jpg

segunda-feira, 27 de abril de 2015

A pequena



Há famílias que não se escolhem. E depois há aquelas que são escolhidas por nós. 
Eu escolhi-vos, para pertencerem à mais fantástica família: a minha família. E mesmo que vocês não queiram, ou que continuem a forçar barreiras, vão continuar a pertencer a esta família. Apesar de eu ser a "irmã pequenina, em processo de construção e formação" vocês vão continuar a ser os "meus irmãos mais grandes". 
Apesar de sermos a família mais recente, também somos a mais eficiente e a mais potente. 
Que interessa o tempo? Que tempo faria de nós melhor do que o que somos capazes de ser agora, neste tempo? Qual seria o melhor tempo? O que é que nos faz falta?

"Qual é o sentido da vida?"
"Igualdade, solidariedade, fraternidade, liberdade"
"Porque te detesto!"

Ainda bem que são vocês e que não guerreiam pelo poder da família. Ainda bem que são vocês e que vão desenvolvendo as minhas capacidades cognitivas incessantemente. Ainda bem que são vocês porque se há irmãos de quem ter orgulho, esses são, definitivamente, vocês. 

"Até somos parecidos."

Se vocês soubessem da existência deste blog, oficializavam socialmente a verdadeira family.
Adoro ser o elemento mais novo deste triângulo. E parem de ser exigentes comigo! Sabem bem que, por ser a única rapariga e, ainda por cima, a mais nova, tenho de ser a protegida, a princesa em quem ninguém tem autorização de mexer. E claro está, aquela que tem o direito de ser dura com vocês.

Há famílias que não se escolhem. E depois há aquelas que são escolhidas por nós.




D&R&M

Estou a ficar velha



"Contei os meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas.
As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados.
Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando os seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica são imaturas.
Detesto fazer acareação de desafectos que lutaram pelo "majestoso" cargo de secretário-geral do coral da paróquia.
'As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'.
O meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, a minha alma tem pressa...
Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir dos seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, e não foge de sua mortalidade.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade,
O essencial faz a vida valer a pena.
E para mim, basta o essencial!
"

Mário de Andrade (1893-1945)


Sinto-me exatamente igual. Não tenho tempo para estas coisas... estou a ficar velha!

http://exdekassegui.files.wordpress.com/2011/11/tempo.jpg

quarta-feira, 22 de abril de 2015

As Hashtags



Fui jantar a casa da Ana.
E disse-lhe que não ia falar sobre este assunto.
Voltei a casa.
Abri o facebook.
E ó God Damn It, tenho de comentar.

É verdade que o Porto foi mais fraco, é verdade que a equipa chegou ao jogo com papo de galo por ter ganho em casa, é verdade que a confiança se mostrou pior que a encomenda, é verdade que houve falhas técnicas, má organização, nervos à flor da pele, desconcentração, ansiedade, etc. É verdade que o Bayern foi melhor. Ponto final. Termina aqui o assunto.
No entanto, não se esqueçam, gente, não se esqueçam, que o Porto fez dois jogos magníficos, que a equipa sofreu alterações que lhe podem ter causado a derrota e que, mesmo assim, abraçou o jogo até ao último minuto à espera de um milagre ou na esperança de um calcanhar de Madjer. O Porto é uma das 8 melhores equipas da Europa e todo o português se devia orgulhar de ter uma equipa portuguesa em tamanha competição.
Vocês já sabem: eu sou uma tipa do futebol. Sou uma tipa do bom futebol, do bom desporto, mas, acima de tudo, sou uma tipa do bom desportivismo.
E agora que já falei do jogo, que manifesto e parabenizo a equipa quase imbatível do Bayern e que parabenizo, ainda mais, a equipa fantástica do Porto que tanto me orgulha, posso passar para o verdadeiro fundamento deste post: a crítica social, como é óbvio, porque é isso que eu faço sempre!

Sendo uma tipa do bom desportivismo, há uma coisa que me irrita, que me chateia e que me adoece nesta cena do futebol (mais ou menos) que são os adeptos.
E não são aqueles adeptos tipo eu que pintam o coração da cor da camisola e abraçam a causa, choram, seguram o coração que acham que vai sair do peito, gritam, ficam sem voz, acompanham a equipa como se fosse um casamento: na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que a morte nos separe. Adeptos a quem nem a morte lhes retira o amor pelo clube. Não são desses adeptos de quem eu me queixo. Esses, fazem clubes, fazem nações, fazem países, fazem amigos, fazem história.
Os adeptos de quem eu me queixo, são aqueles que apoiam um clube, incondicionalmente talvez, mas se revelam "anti". 
Anti o quê?
Anti tudo o que não seja o seu clube.
Porquê?
Expliquem-me a finalidade de ser feliz com a derrota dos outros, quando choram baba e ranho com as derrotas dos seus clubes. Expliquem-me a razão de ficarem contra o próprio país se isso implicar só e apenas que não seja o seu clube a jogar, mas outro qualquer. Expliquem-me por que é que hoje toda a gente que não era Portista era a favor do Bayern. Expliquem-me porque eu não consigo perceber.
Admito que posso ser muito limitada. Neste aspeto devo ser a pessoa mais limitada à face da terra, porque não consigo conceber a ideia de "antis". Porquê?

Vamos imaginar o cenário, por exemplo (e ironicamente), Porto-Benfica.
Os Portistas torcem pelo Porto, os Benfiquistas pelo Benfica. Matam-se, espancam-se, roubam-se, assumem relações, não interessa. Tudo ok.
Num cenário, por exemplo, Benfica-Manchester, para a Liga Europa, por que raio de razão é que eu hei-de torcer pelo Manchester, só porque é contra o Benfica e eu sou Portista?
Não entendem que essa cena de ser "anti" outro clube que não o nosso é só mais uma demonstração da falta de paixão, mais uma demonstração da falta de humanismo e mais uma demonstração que não somos nada mais que pó? Só mais um euro nas contas bancárias dos milionários que lucram com os antis-futebol?

E outra coisa que eu não percebo.
Acho muito giro que os adeptos se definam como a equipa, no sentido de dizerem "se ganharem, a vitória é nossa; se perderem, a derrota é nossa."
Mas não entendo esses mesmos anti (outra vez) que se a equipa de quem eles não gostam ganha "a culpa é do árbitro", mas se perde "vocês (todo o mundo em geral, exceto os adeptos do seu próprio clube) mereceram, porque são uma merda". 
Não entendem que o jogo é de quem o joga? A vitória é da equipa, a derrota também. O prémio é deles, o dinheiro também, o esforço igualmente. 
Eu mereci esta derrota do Porto? Não tenho nada de merecer ou deixar de merecer. Se a equipa mereceu? Sim, o Bayern jogou para isso.
Então parem lá com essa treta de mandarem vir com os adeptos como se fossem eles que estivessem a jogar e parem lá de fazer aos outros o que não admitem que vos façam a vocês.
Arranjem novos argumentos, arranjem uma vida, arranjem um passatempo, são coisas fáceis de encontrar nos chineses, mas parem lá de arruinar o desportivismo e deixem isso para quem não tem inteligência - desses não se pode exigir muito mais.

E tinha de acabar este post, que mais parece um capítulo de um livro, com o habitual sarcasmo:
#SomosPorto 



http://www.bolanarede.pt/wp-content/uploads/2014/01/IMG_0933.jpg

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Fantástica Atriz



Hoje foi o primeiro dia em que chorei por ti. E digo o primeiro porque sei que, certamente, ainda chorarei muito por ti. Já sei que não queres, já sei que também te dói, mas o que é que queres que faça? Quem ama tem destas coisas.
Não chorei daquelas lágrimas de birra, daquelas que até é preciso pestanejar freneticamente para caírem ou que mal molham a cara. Chorei lágrimas gordas, que me inundaram a cara num choro sufocante de pura dor. Lágrimas a sério. Quem ama tem destas coisas.
E tens razão. Tens toda, total e completa razão. Para quê que hei-de estar a sofrer por antecipação? Que bem é que isso faz? Não é mais fácil deixar o tempo correr e esperar que tudo corra pelo melhor de nós dois? Claro que sim, amor, tens toda a razão. Mas enquanto te amar, vou sempre sofrer por antecipação. Dou-te a razão toda, em todos os momentos: não temos uma relação de secundário que acaba com a universidade; não andamos a brincar às casinhas, aos pais e às mães; não andamos na infantil e arranjamos uma pessoa diferente todos os dias. Isto é a sério. E é isso mesmo que eu quero. Ainda bem que nos percebemos mutuamente. Mas o que é que queres que faça? Quem ama tem destas coisas.
Honestamente, sabes qual é o meu problema? É gostar demasiado de ti. Quero-te tanto, quero-te muito, quero-te mesmo. Daquele querer que não se deve querer, porque magoa e dói e nos aperta o peito. É desse querer que eu te quero. O meu problema é que esse querer deixou de ser suficiente e também te amo. Não te amo ao ponto de dar a minha vida por ti, porque acho que isso é uma estupidez, mas amo-te. Daquele amor doce que eu achei que não voltaria a ter, porque me enfraquece e eu detesto ser fraca. O meu problema é amar-te.
Amar-te faz com que eu sofra por antecipação por não saber onde é que a vida nos vai levar, por não saber onde é que a vida TE vai levar e por não saber se, onde quer que ela te leve, eu estarei lá também. Faz com que eu sonhe contigo sonhos que não sei se serei capaz de realizar porque o futuro é incerto e a vida dá muitas voltas e nenhum de nós sabe o que fazer com elas. Faz com que eu chore lágrimas obesas e só queira comer porcaria, porque a comia me tapa o buraco que a saudade de ti e o amor que te tenho deixam, quando não estás comigo para dizer que sou louca. Mas o que é que queres que faça? Quem ama tem destas coisas.
Voltaste a despertar a atriz que havia em mim, porque sempre que me perguntas se estou bem e se estamos bem, tenho de me esforçar para endurecer o tom de voz e responder-te que sim, que vai tudo ficar bem, quando eu não sei se acredito nisso. Quero-te bem, quero-te feliz comigo ou sem mim, porque quem ama tem destas coisas.



http://www.enfrentamentoasviolencias.org.br/wp-content/uploads/2013/07/12139olho.jpg

A gorda...



... do próximo Verão!

Volta, dieta, estás perdoada.






Baby



Há Diogos perfeitos!