quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

2ª Maratona...



... Disney

  
 


"Pode ser aborrecido, mas eu acho que as coisas aborrecidas são aquelas de me lembro melhor"

Da maratona de hoje, ordem de preferência:
  1. Os Robinsons - vale muito a pena ver o filme, a mensagem está muito bonita. "Continua sempre em frente"
  2. Up Altamente - há muitas coisas valiosas... grande história de amor! "Obrigada por esta grande aventura, vive uma nova agora. Com amor, Ellie."
  3. Sininho e o Tesouro Perdido - a amizade é mais valiosa, o esforço conjunto resulta melhor e, de vez em quando, é preciso quebrar as regras
  4. O Corcunda de Notre Dame 2 - eu não gosto do Corcunda de Notre Dame, o primeiro filme é completamente horripilante para crianças, aquele amo mau é tenebroso e as imagens do filme são demasiado fortes, já para não falar de que não tem um final propriamente feliz. Acho que fizeram este segundo filme para tentar remediar essa situação. Continuaram a optar por vilões com feições demasiado carregadas e imagens de Paris que não me deixam com vontade de conhecer a cidade. Por outro lado a mensagem é bonita e tem um final feliz. "Quasi, nem sempre a beleza está à vista."
  5. Pacha e o Imperador 2 - mais do mesmo. Quem gostou do primeiro filme, este segue a mesma onda. Pessoalmente, adoro o Kuzko, apesar deste filme ser sobre o Kronc!


1ª Maratona...



... Disney

Não tenho muito a dizer em relação a isto, para além de que: Disney há-de ser sempre Disney!!

Não são os meus filmes preferidos (nem de perto), mas nunca os tinha visto. E a moral da história é tão Disney!

Já tinham conhecido alguém que amasse a Disney? Agora já conhecem ;)

1ª Maratona, com:

 


Os primeiros filmes das Sagas são sempre melhores... mesmo na Disney! Não é por isso que os filmes deixam de ser menos interessantes... fogem um bocado àquilo que é a magia, porque já toda a gente sabe como vai ser e o que vai acontecer, principalmente nos dois filmes da Pequena Sereia. De qualquer maneira, a historinha está lá :)
Amanhã há mais*


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Amazónia



Eu não sei se isto só acontece comigo, mas há dias em que, mesmo dormindo o dia todo, a porcaria acontece toda na mesma.
E eu até sou uma tipa porreira: paciente, com muita calma, vontade de ouvir as pessoas, dou sempre tempo e oportunidade para que se expliquem. Só não suporto que me tratem como boneca e aí, meus caros, a coisa fica preta! Tratarem-me como um Nenuco a quem tiram roupa, põe roupa, tiram a cabeça, desmancham os braços e voltam a pôr tudo no sítio que o plástico fica bom na mesma, comigo não dá!

Não custa assim muito prestar atenção a uns detalhes ou outros, pois não?
Todas as pessoas têm os seus dias, todas as pessoas gostam de ser bem tratadas! Se alguém faz alguma coisa com carinho para outra pessoa, no mínimo dos mínimos, está à espera que essa pessoa note, mesmo que não elogie, mesmo que não agradeça, pelo menos nota, não grita, não deita a baixo, não tira o braço esquerdo ao Nenuco.

Todas as pessoas têm os seus dias, todas as pessoas têm as suas coisas que gostam que sejam exatamente isso: suas. Quando uma pessoa autoriza que mexam nas suas coisas, no mínimo dos mínimos, está à espera que a tratem com cuidado e se essa pessoa põe restrições nas normas de utilização espera que as respeitem, não que abusem da boa vontade alheia, não que sejam completamente irresponsáveis e inconsequentes, não que tirem o braço direito ao Nenuco.

Eu devo ter feito alguma coisa muito má para estar, hoje, a levar com este karma todo em cima. E o que acontece quando me fazem isto tudo de uma vez é que já nem precisam de tirar a cabeça do Nenuco, ela sai sozinha que nem foguetes no São João!


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segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Uma Aventura no Meco



Eu tinha dito para mim mesma que não ia comentar esta polémica toda dos jovens do Meco. A história está extremamente mal contada, os pormenores por revelar e é claro que é demasiado fácil culpar as praxes em vez da irresponsabilidade e falta de consideração pelo perigo iminente. É mais fácil culpar alguém que não se pode defender por não ser uma pessoa, mas apenas uma tradição muito, muito antiga, do que admitir que houve, para aí algures, 7 pessoas sem carater suficiente, sem noção do perigo e armadas aos bacalhaus. Com a minha opinião expressa (e depois de ter dito que não ia proferir uma única palavra a este respeito) achei este texto demasiado bom para não o partilhar:

Carta aberta de um Pai ao Dux que alega amnésia seletiva:

"Ando aqui com esta merda entalada há já algum tempo. A ouvir as diferentes versões, a pensar nas dúvidas e a pôr-me no lugar das pessoas. Tento pôr-me no lugar dos pais dos teus colegas que morreram. Mas não quero. É um lugar que não quero nem imaginar. É um lugar que imagino ser escuro e vazio. Um vazio que nunca mais será preenchido. Nunca mais, Dux. Sabes o que é isso? Sabes o que é "nunca mais"? A história que te recusas a contar cheira cada vez mais a merda, Dux. Primeiro não falavas porque estavas traumatizado e em choque por perderes os teus colegas. Até acredito que estivesses. Agora parece que tens amnésia seletiva. É uma amnésia conveniente, Dux. Se calhar não sabias. Ou então andas a ver se isto passa. Mas isto não é uma simples dor de cabeça, Dux. Isto não vai lá com o tempo nem com uma aspirina. Já passou mais de 1 mês. Continuas calado. Mas os pais dos teus colegas têm todo o tempo do mundo para saber a verdade, Dux. E vão esperar e lutar e espremer e gritar até saberem. Porque tu não tens filhos, Dux. Não sabes do que um pai ou uma mãe é capaz de fazer por um filho. Até onde são capazes de ir. Até quando são capazes de esperar. Vocês, Dux... vocês e os vossos ridículos pactos de silêncio. Vocês e as vossas praxes da treta. Vocês e a mania que são uns mauzões. Que preparam as pessoas para a vida e para a realidade à base da humilhação, da violência e da tirania. Vou-te ensinar uma coisa, Dux. Que se calhar já vai tarde. Mas o que prepara as pessoas para a vida é o amor, a fraternidade, a solidariedade e o civismo. O respeito. A dignidade humana e a auto-estima. Isso é que prepara as pessoas para a vida, Dux. Não é a destruí-las, Dux. É ao contrário. É a reforçá-las. Transtorna-me saber que 6 colegas teus morreram, Dux. Também te deve transtornar a ti. Acredito. Mas devias ter pensado nisso antes. Tu que és o manda-chuva, e eles também, que possivelmente se deixaram ir na conversa. Tinham idade para saber mais. Meco à noite, no inverno, na maior ondulação dos últimos anos, com alerta vermelho para a costa portuguesa? Vocês são navy seals, Dux? Estavam a preparar-se para alguma missão na Síria? Enfim. Agora sê homenzinho, Dux. E fala. Vá. És tão dux para umas coisas e agora encolhes-te como um rato. Sabes o que significa dux, Dux? Significa líder em latim. Foste um líder, Dux, foste? Líderes não humilham colegas. Líderes não "empurram" colegas para a morte. Líderes lideram por exemplo. Dão o peito e a cara pelos colegas. Isso é um líder, Dux. Não sei o que isto vai dar, Dux. Não sei até que ponto vai a tua responsabilidade nesta história toda. mas a forma como a justiça atua neste país pequenino não faz vislumbrar grande justiça. És capaz de te safar de qualquer responsabilidade, qualquer que ela seja. Espero enganar-me. Vamos ver. O que eu sei é que os pais que perderam os filhos precisam de saber o que aconteceu. Precisam mesmo, Dux. É um direito que eles têm. É uma vontade que eles precisam. Negá-los disso, para mim já é um crime, Dux. Um crime contra a humanidade. Uma violação dos direitos humanos fundamentais. Só por isso, Dux, já devias ser responsabilizado.  É tortura, Dux. E a tortura é crime. Sabes, quero-me lembrar de ti para o resto da vida, Dux. Sabes porquê? Porque não quero que o meu filho cresça e se torne num dux. Quero que ele seja o oposto de ti. Quero que ele seja um líder e não um dux. Consegues perceber o que digo, Dux? Quero que ele respeite todos e todas. Que ele lidere por exemplo. Que ele não humilhe ninguém. Que seja responsável. Que se chegue à frente sempre que tenha que assumir responsabilidades. Que seja corajoso e não um rato nem um cobardezinho. Que seja prudente e inteligente. E quero-me lembrar também dos teus colegas que morreram. Porque não quero que o meu filho se deixe "mandar" e humilhar por duxezinhos como tu. Não quero que ele se acobarde nem se encolha perante nenhum duxezinho. Quero que ele saiba dizer "não" quando "não" é a resposta certa. Quando "não" pode salvar a sua dignidade, o seu orgulho ou até a sua vida. Quero que ele saiba dizer "basta" de cabeça erguida e peito cheio perante um duxezinho, um patrãozinho, um governozinho ou qualquer tirano mandão e inseguro que lhe apareça à frene. É isso que eu quero, Dux. Quem o vai preparar para a vida sou eu e a mãe dele, Dux. Não é nenhum dux nem nenhuma comissão de praxe. Sabes porquê, Dux? Porque eu não quero um dia estar à espera de respostas de um cobarde com amnésia seletiva. Não quero nunca sentir o vazio dos pais dos teus colegas. Porque quero abraçar o meu filho todos os dias da minha vida até eu morrer, Dux. Percebeste? Até EU morrer. EU, Dux. Não ele."

Não sei até que ponto acredito na história da praxe e que o Dux mandou não sei quê a não sei quem. Não sei até que ponto acredito nesta história que, como disse, está muito mal contada. Mas a revolta deste pai, esta amnésia seletiva tão típica de casos de policiais televisivos em séries norte-americanas que nunca acabam bem para os seletivamente amnésicos, a dor que faz transparecer nas palavras que escolheu usar e este final tão damn parental... fazem-me pensar. Fazem-me pensar muito.

I Am...



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Destino vs. Karma




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Não sei se já vos aconteceu o mesmo, mas comigo aconteceu-me uma coisa muito estranha. 
Quando cheguei à faculdade tinha toda uma panóplia de assuntos programados e pré-determinados para fazer, uma pesquisa intensiva, feita em casa, de associações e organizações às quais ia pertencer, todo um novo mundo social por descobrir, uma vontade doida de começar de novo, uma sede implacável de deixar de ser estúpida e anti-social e renascer que nem uma fénix. A faculdade ia ser todo um mundo novo: não ia ser mais gozada por ser "estranha", não ia mais ser estranha para as outras pessoas e para mim própria, ia ter pares iguais a mim ou muito parecidos, com os mesmos ideais e numa luta constante, mesmo que idealista, por um mundo melhor.

E é o que dizem: as pessoas não mudam assim tão facilmente e um estranho será sempre um estranho. Continuo estranha, a todos os níveis, mas agora sou feliz assim. Já não mais me importa o número de pessoas que conheço, o número de pessoas que me conhecem, o número de pessoas com quem me envolvo... importa-me a qualidade dessas pessoas!

A faculdade revelou-se, mesmo, todo um novo mundo e a conquista pelas organizações às quais ia pertencer começava desde o início. E é aqui que a coisa muito estranha começa.

Vi montes de gente, assisti a montes de situações, ouvi montes de conversas. Vi pessoas que disse "que giro que é"; "que cabelo perfeito"; "aquela olhou-me de forma esquisita"; "tenho alguma coisa na cara?"; "ó meu Deus é tão engraçada"; "ai, por favor"... "Ana, não te metas com aquela, tem mesmo cara de má!".

Durante algumas semanas baixei a cabeça na presença, no corredor, da "rapariga com cara de má", pensei que esperava que ela não fosse do meu curso e que não tivesse de conviver com ela muitas vezes, ia doer se isso acontecesse. Não aconteceu. Também não fui para essa organização.

Até que, como quem não quer a coisa, aparece o associativismo na minha vida, assim como um Boom gigante, tudo o que havia para fazer a nível político havia de ser feito em Maio de 2013, quer na faculdade quer num meio político "mais a sério".

E então, organizamo-nos por Pelouros, por áreas de interesse e começamos a discutir assuntos, ideias, atividades, vontades, sonhos, idealismos, ambições... adorava-as todas, sentia-me, finalmente, parte de um grupo que me compreendia. E, de repente, ela puxa uma cadeira, senta-se e pergunta "então e o que é que vamos fazer?"

Lembro-me de ter pensado: "Ó Meu Deus, por favor, não. Espero que ela não goste deste Pelouro e se mude para outro." "Não somos assim tão boas, aqueles ali são melhores" - tinha vontade de dizer. Optei por sorrir, baixar a cabeça e ler os apontamentos que tinha no caderno. Depois de ouvir atentamente o seu comentário, pensei "Jesus, ela fala tanto e tem sempre tanto para dizer". Lembro-me de ter chegado a casa e ter dito "Ana, lembras-te daquela miúda do ensaio? Faz parte da lista. Estou tramada!" 
Nas reuniões seguintes, não só descobri que a miúda ia passar imenso tempo comigo, como também ia trabalhar comigo e ainda por cima era minha superior! Ainda não sabia muito bem se só não gostava muito dela ou se tinha mesmo medo.

Bastaram duas reuniões preparatórias, uma dinâmica de grupo com ovos e batatas fritas e recordo-me perfeitamente de dizer ao chegar a casa "Ana, não tens noção da curiosidade que eu tenho em relação à vida dela".
Ainda antes do período de eleições já eu dizia "fogo, ela é mesmo fixe, não percebo o que é que se me passou pela cabeça"

Com as eleições ganhas, toda uma equipa para coordenar, planos para fazer, cronogramas para apresentar, deixei cair a minha bússola da ambição e... perdi-me! Não sabia fazer aquilo, não sabia o que tinha de fazer, não sabia como fazer, quando, onde, porquê; não tinha nem noção do que era aquele mundo e ia ter de perder férias para fazer tudo aquilo. Doíam-me as unhas e o processo ainda só era mental. Olhei para o chão, vi os estilhaços do vidro de cristal do meu manual de orientação, apanhei-os do chão, peguei no telefone e liguei para a Ana "miga, não sei o que fazer". Durante 6 meses ouviu-me reclamar, chorar, gritar, revoltar com centenas de coisas, insistir com outras... ouviu chamadas, conversas no Skype, encontros ocasionais, reuniões de circunstância, mas naquele momento, ainda de férias, disse-me: "precisavas mesmo de alguém que te ajudasse". Sim, a Ana tem esse dom. Desde o dia em que nos conhecemos foi sempre como luz na minha vida. Vi um filme que diz que todos temos um anjo na sombra. A minha sombra partilha quarto comigo ;)
Foi só pegar no telemóvel e quase instintivamente o número marcou-se. Eu só pensava "ó Rita és mesmo burra. Agora não podes desligar e a miúda vai achar que tu és um atraso de vida. Na verdade és, mas não era preciso saberem. Estou?! Olá... hum... Filipa, preciso de ajuda..." Tarde de mais, eu era um atraso de vida!

E assim, em finais de Agosto, com o sol do Verão e o calor de Coimbra, em plenas férias escolares, cheia de trabalho para levar uma faculdade para a frente, a "rapariga com cara de má" tinha tempo para me ouvir, tempo para me falar e uma história inteira para contar. Um simples "Boa tarde!" dava direito a escrever um livro. E tal e qual como um verdadeiro puzzle, as coisas encaixavam-se: uma ouvinte pura e uma faladora nata.

Numa tarde, transformada em carpinteira, a miúda que pensa igual a mim e tem os mesmos interesses que eu, consertou a bússola e trocou o Norte com o Sul: "Para de ser tão certinha, faz as coisas com tempo, sim, mas tira tempo para ti. Tempo não te falta, acredita no que eu te digo, tens tempo para mandar no mundo e és capaz de fazer isso, eu acredito em ti. Agora, estás só de férias."

Não sei se já vos aconteceu o mesmo, mas a miúda que eu receava esbarrar por acaso ou respirar nos mesmos metros quadrados transformou-se, sobre a calçada de Coimbra, numa das minhas melhores amigas, uma confidente, um porto seguro, uma fonte de informação e inspiração, uma irmã e uma das pessoas de quem eu mais gosto no mundo inteiro.

Não sei se já vos aconteceu o mesmo, mas o medo que eu sentia pelo desconhecido, fez-me acreditar que o meu idealismo pré-universitário estava certo: as pessoas iam surpreender-me. E ela foi a maior surpresa de toda a minha vida associativa!
Mesmo que eu quisesse encontrar alguém que fosse mais parecido comigo sendo tão ao contrário de mim, mesmo que o fizesse numa máquina da mais alta tecnologia japonesa, nunca ia conseguir recriar a empatia que existe entre nós... as três. A verdade é que toda a família se reuniu que nem "meninos à volta da fogueira" e eu, finalmente, tinha amigas! Não meia amiga, não uma amiga por conveniência, mas sim 2 amigas que tinham sempre motivos para rir, para festejar, que me mostravam o mundo e me ensinavam coisas e mesmo achando-me estranha, como serei sempre, era uma estranha amiga!

Apesar de ter desistido do que nos uniu, sei que a união fica e, espero eu, ficará para sempre! E se só não desisti mais cedo, foi porque tinha um anjinho protetor a acreditar em mim e a proteger-me as costas sempre que "punha a pata na poça". E agora é a minha vez, defender e proteger, a aprendiz a tratar da mestre, a leoa a cuidar da gatinha... e que o Sol do Verão e o Calor de Coimbra nos abençoem, que a calçada guarde os nossos segredos, que os nossos corações pulsem sangue suficiente para que o nosso cérebro trabalhe em conjunto e que seja sempre "um olhar que só nós sabemos".

Não sei se já vos aconteceu o mesmo, mas eu estou muito grata por o destino ser tão tramado e o karma tão lixado!

Garota



Nunca substime o poder de uma mulher ;)
(e tinha tanto a dizer sobre isto... e perder tanto com isso :p )


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J



O outro dia, ainda este mês, encontrei um site, com uma notícia em particular, no feed de notícias do meu facebook. Podem ler a "notícia" aqui.

Pessoalmente, sou a maior defensora do lema de que todos temos direito à nossa opinião e, num país democrático como o nosso, acredito piamente na liberdade de expressão. Mas, agora muito honestamente, parece-me que este senhor ou teve um problema mais ou menos sério com uma Jota qualquer da sua cidade ou, então, é um Jota frustrado ou pseudo-jota.

As Jotas albergam jovens desde os 14 aos 30 anos e neste ponto nem vou pegar. De facto, também não concordo que comece aos 14, pois não me lembro de ter conhecido alguém com 14 anos com discernimento suficiente para saber as diferenças entre os partidos políticos e optar pela Jota "da sua cor", mas sim pequenos jotinhas que seguem os ideais dos seus pais ou antecessores. 

Ignorando esse aspeto, não vejo qual é o problema de haver Jotas e o problema deste e doutros senhores. Na realidade há pessoas jovens que gostam de política e se interessam por estas coisas, há pessoas jovens que gostam de fazer coisas mais interventivas e, honestamente, não noto muita diferença entre uma Jota e um grupo de jovens católico, um grupo de jovens desportivo, um grupo de jovens sócio-caritativo, um grupo de jovens artistas ou um grupo de jovens de qualquer outra coisa. O ponto é o mesmo: são todos grupos de jovens com interesses diferentes!

E onde eu quero chegar é exatamente aí! Todas as Jotas são diferentes, mesmo quando respeitantes ao mesmo partido político, assim como todos os partidos são diferentes entre si, todas as associações de estudantes são diferentes, todas as escolas são diferentes, todos os ideais disto e daquilo são diferentes, (e como está muito em voga ultimamente) todas as praxes são diferentes, todas as culturas são diferentes e todas as pessoas são diferentes. É esse o grande mistério e a grande beleza da genética: não existem, em parte alguma, dois códigos genéticos iguais. E o mesmo acontece com as Jotas: não há duas Jotas iguais. Umas podem ser muito boas, outras muito más, outras assim-assim. Umas podem ser compostas por jotinhas acabados de nascer, outras por jotões na idade da reforma, outras por jotas no meio. Umas são do Norte, outras do Sul, outras do Centro. São todas Jotas, sim, envolvem-se todas em processos eleitorais, politiquices, mescambilhices, caciques, entre muitas outras coisas; todas criam eventos para ajudar as suas cidades ou aldeias, todas fazem ações disto e daquilo em prol dos outros, todas tentam servir o povo como melhor sabem; uns são mais camaradas do que outros, que, por sua vez, podem ser mais altivos ou ambientalistas, mais extremos ou comunistas, mais ao centro ou idealistas, mas no fundo, todos lutam pelo mesmo: o enaltecimento do meio em que vivem, um aproveitamento dos recursos que se ignoram vezes e vezes sem conta, uma política melhor, a emergência dos valores em que acreditam. E é por isso que todas as Jotas são diferentes, assim como todas as pessoas o são: os valores que defendemos nunca são os mesmos, mesmo que sejam os melhores!

E depois há o último ponto de referência: os líderes!
Neste artigo, toda a Jota (daqui ou dali) é resumida ao papel principal do líder, do coordenador, do que, como diz o autor do artigo, quer o tacho, quer subir na vida à custa de não fazer nada, quer mandar no país a começar pela juventude estragada de sempre ter querido mandar. 

Pessoalmente tenho a dizer que nem sempre o líder é o espelho da equipa ou vice-versa. Há líderes que não o deviam ser: uns por falta de assertividade ou autoritarismo, por dissolução de autoridade, por falta de vocação, por falta de sentido de liderança, pelo que quer que seja; outros, que só são líderes pela quantidade de amigos que têm, pela comodidade e pouca distância das mesas de voto, pelo, exatamente, tacho que podem arrecadar com isso; outros, ainda, que só não são líderes pela falta de vontade alheia, pela falta de consciência dos que votam e, na maior parte das vezes, pela vitória da abstenção. Nem sempre o líder de um equipa, seja ela qual for, é o merecedor do lugar. E digo isto com conhecimento de causa, em mais do que um aspeto.

É de minha opinião que, se se devia acabar com as Jotas, também se devia acabar com as Associações de Estudantes, que em muito se assemelham, com as Associações Académicas, com as Direções Desportivas e Associativas e, já agora, com as chefias nas empresas. Se é para falar em valores que não são respeitados, em líderes que não merecem os cargos, em pessoas que ascendem alto sem fazer por tal, então vamos acabar com a maior parte dos dirigentes nacionais, sejam eles quais forem, e, possivelmente, viver numa anarquia. 

A generalização de caso nunca é viável... é fácil para a crítica, é fácil para fazer artigos destes, mas é zero a representar a realidade!

Moral da história: há Jotas e Jotas e eu orgulho-me de ser Jota!


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sábado, 25 de janeiro de 2014

Um, Dois, Três...



Hoje, apesar de ainda serem 16h, já foi um dia cheio!

Acordei cedo (jeez, quanto eu detesto acordar cedo) e fui, num instantinho, assim como quem não quer a coisa, ao IPO dar sangue. O meu processo estava "suspenso, sob avaliação". Vim pelo mesmo caminho e com a mesma quantidade de sangue de quando lá cheguei. O tratamento foi simples: "podes continuar a fazer exercício, mas, durante o próximo mês, não podes comer saudável. Tens de comer carne a todas as refeições e, pelo menos, 100 gramas por dia." (ainda bem que não sou vegetariana, senão estava tramada).

Depois de me dedicar à sopa de feijão e ao bife de vaca com tomate e milho doce, toca a começar o meu treino especializado:

  • 10 minutos de exercícios de aquecimento, como Hulla Hop;
  • 15 exercícios - variados - de ginástica localizada;
  • 10 minutos de exercícios de tonificação muscular;
  • 200 saltos à corda
Honestamente, eu não sabia que podia fazer isto sem desmaiar... pelos vistos posso ;)
O suposto é fazer isto todos os dias. A verdade é que eu acho que só vou conseguir fazê-lo uma vez por semana... se tanto :p


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Acho esta imagem ideal à situação ahah*